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Imagem de: Apple atende governo chinês e bane app usado em Hong Kong
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Por Julia Marinho

via nexperts

1 min de leitura

Apple atende governo chinês e bane app usado em Hong Kong

"Este aplicativo viola nossas diretrizes e leis locais”: essa foi a mensagem que o aplicativo de mapeamento HKmap.live recebeu ao ser banido não uma, mas duas vezes da App Store, da Apple. O app (que conta também com uma versão web, ainda acessível via iPhone) mostra os locais onde a polícia se encontra, bloqueios de ruas e locais de confrontos a partir de informações inseridas pelos usuários (outros aplicativos de mapeamento, como o Waze, fazem o mesmo e continuam disponíveis na App Store).

Depois de ter suspendido o app no início do mês e voltado atrás, a Apple o baniu definitivamente nesta quarta (9). A decisão veio depois da crítica publicada no dia anterior pela mídia estatal China Daily: "Fornecer uma porta de entrada para 'aplicativos tóxicos' está ferindo os sentimentos da população, distorcendo o que acontece em Hong Kong e indo contra as visões e os princípios do povo chinês."

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Os usuários do HKmap.live em Hong Kong inserem a localização da polícia e marcam áreas a serem evitadas por conta de confrontos. Fonte: HKmap.live/Reprodução)

Em comunicado, a empresa alega que “verificamos junto ao Departamento de Crimes, Cibersegurança e Tecnologia de Hong Kong que o HKmap.live foi usado para emboscar e atacar policiais, além de ameaçar a segurança pública."

Os desenvolvedores se defenderam no Twitter, dizendo que "o HKmap App nunca solicita, promove ou incentiva atividades criminosas; ele consolida informações de fontes públicas e de usuários, como transmissões ao vivo do Facebook e do Telegram.“

Em tempos de guerra comercial, vale tudo

Não é o primeiro banimento polêmico que a Apple promove em sua loja de aplicativos a pedido do governo chinês: ela também removeu (por "incluir conteúdo ilegal") o app do site de notícias Quartz (que tem feito uma cobertura ampla dos protestos).

Além disso, sumiu com o emoji da bandeira de Taiwan do iOS 13, já que sugestões de que Taiwan, Tibete, Hong Kong ou Macau sejam independentes é considerada uma ofensa à soberania da República Democrática Popular da China.

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