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5 caminhos para o futuro da mobilidade urbana

5 min de leitura
Imagem de: 5 caminhos para o futuro da mobilidade urbana
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Por Julia Marinho

via nexperts

Por volta dos anos 1900, somente 10% das pessoas no mundo viviam nas cidades; em 2007, a população urbana mundial ultrapassou a rural e continua a crescer, segundo o relatório World Urbanization Prospects, da Organização das Nações Unidas (ONU). Até 2050, duas em cada três pessoas viverão em áreas urbanas. Como se locomover nelas?

O futuro da mobilidade urbana

1. Carros elétricos

Na CES 2020, a Sony apresentou seu protótipo de carro elétrico, o Vision-S; e a Mercedes-Benz, o Vision AVTR, que roda com uma bateria de grafeno totalmente carregável em até 10 minutos. A empresa declarou que a tecnologia será viável em 15 anos. Mais real é o F 015 Luxury in Motion, que deve entrar em produção nos próximos 4 anos. Além de elétrico, é autônomo.

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A Tesla de Elon Musk é a fabricante de carros elétricos mais badalada do planeta, mas não é a primeira: a BYD é o maior produtor mundial de veículos elétricos e um dos líderes à frente da revolução chinesa por energia limpa. A cada mês, são mais 30 mil veículos elétricos ou híbridos plug-in que ganham as ruas.

(Fonte: BMW/Danny Hu/Reprodução)

Nissan e BMW, junto com a Tesla, dominam o segmento dos carros de passeio elétricos, mas a Volkswagen está investindo muito (cerca de € 16 bilhões, desde 2016) para liderar, em 2021, com a marca de 330 mil carros elétricos ao ano.

2. Realidade aumentada (AR) e inteligência artificial (IA)

Outro que chamou a atenção na CES 2020 foi o carro-conceito da Audi, o AI:ME, pelo uso de realidade aumentada (AR). A revolução está no modo como o motorista vê os obstáculos à frente: em uma tela transparente, na altura do para-brisas. Esse mesmo princípio está em uma patente para a integração do AR  ao Apple Maps, chamada  “Navegação usando realidade aumentada”.

O iPhone do motorista, acoplado ao painel do carro, captaria imagens da estrada e as mostraria ao motorista, com informações de navegação sobrepostas (limite de velocidade, mãos das vias, nomes de ruas etc.).

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Outras empresas trabalham o todo através das partes: é o caso da Pirelli, que, em 2014, apresentou seu projeto de um Cyber Car, que usa inteligência artificial para integrar todo o veículo através das informações fornecidas por um sensor nos pneus. O dispositivo faz uma análise em tempo real ao estado do pavimento, e as informações são enviadas para o painel do veículo, que pode realizar ajustes automáticos no carro.

(Fonte: Pirelli/Divulgação)

O que se espera é que, futuramente, esses sistemas transmitam os dados por 5G para uma estação central de análise e, daí, para todos os veículos trafegando nas imediações.

3. Veículos voadores

O desenho Os Jetsons se passa em 2062, e estamos quase chegando lá, em se tratando de carros voadores. Tanto Hyundai quanto a Uber apresentaram novamente na CES duas versões de um carro voador – na verdade, mais um drone gigante tripulado. Não é muito bonito, mas deve cortar os céus em cerca de 3 anos, cobrindo distâncias curtas.

Um enorme drone é como também se parece o protótipo da NEC Corp, de Tóquio, que voou em agosto último.  O veículo, movido a bateria, subiu 3 metros, guiado por um controle remoto. Ainda em testes, ainda apresenta problemas, como a vida útil da bateria. Na visão otimista do vice-presidente da empresa global de tecnologia Norihiko Ishiguro, "uma revolução de viagens centrada em carros voadores ocorrerá. Táxis aéreos podem estar voando pelas grandes cidades em meados da próxima década".

Essa também é a visão do governo japonês, que está bancando projetos como o da NEC com o dinheiro do Fundo Drone, grupo de capitalistas de risco que investem em aeronaves autônomas (o que inclui carros voadores). O governo japonês já construiu um campo de testes em Fukushima e pretende usar veículos voadores para entregar mercadorias, a partir de 2023, e para viagens diárias tripuladas, na próxima década.

4. Veículos autônomos

Os níveis de direção autônoma se dividem em cinco: o primeiro quando o carro apenas controla a velocidade e gira o volante ao estacionar; e o quinto, quando nem volante existe mais. “Estamos atualmente no nível 2, em que o veículo consegue acelerar, frear e se guiar sozinho por certos períodos. A próxima geração de carros já será nível 3, ou seja, sem uso das mãos”, explicou o gerente de mobilidade e conectividade da BMW, Henrique Miranda, à revista GQ.

Para que isso ocorra, é necessária a implantação do sistema C-V2X, uma plataforma que usa as mesmas redes 5G que celulares e permite que os carros falem uns com os outros, além de trocar informações com sinais, radares, câmeras de rua e painéis informativos. A maior diferença entre o uso das redes 4G e 5G é o tempo de latência e no poder de negociação entre carros por passagem em cruzamentos e com sinais de trânsito para conseguir ondas verdes.

(Fonte: Pirelli/Divulgação)

A plataforma já está em operação em carros convencionais por meio das redes 4G; o poder de negociação entre carros e o mobiliário urbano deve ocorrer ainda neste ano, através da atualização do sistema.

À frente da iniciativa está o consórcio 5GAA, criado em 2017 e que já conta, entre seus 130 membros, com montadoras (Audi, Daimler, Vokswagen, Volvo, Honda, Ford, Hyundai, BMW e Nissan), empresas de tecnologia e telefonia (Apple, AT&T, Bell, Blackberry, Intel, LG, Baidu, Huawei, Panasonic, Ericsson, Nokia, CISCO, TIM, ZTE, Telefonica, Verizon e China Mobile) e até uma universidade (a de Oakland). Algumas empresas são ausências sentidas, como a Tesla, a Alphabet (controladora da Google que testa o Waymo) e a General Motors (que desenvolve o autônomo Cruiser).

5. As cidades

Os transportes não os únicos que precisam evoluir; as cidades também. A eletrificação da frota (carros, ônibus, patinetes, bicicletas, triciclos), a consolidação do 5G e a autonomia de alguns veículos devem acompanhar o compartilhamento do transporte. Seu impacto vai se tornar evidente a partir de 2030, quando já teremos o amadurecimento das duas tecnologias, inclusive no transporte coletivo.

Grandes centros urbanos (como Amsterdã e Copenhague) estão investindo tanto na micromobilidade (com redes extensas de ciclovias e serviços de compartilhamento de bicicletas e patinetes via aplicativos) quanto na autonomia (nos EUA, um bom exemplo é a May Mobility, que opera pequenas vans elétricas e autônomas). 

A empresária do setor de transportes Robin Chase (fundadora e ex-CEO das empresas Zipcar e Buzzcar, serviços de compartilhamento de carros) fez um vídeo que resume bem as escolhas a serem feitas pelas cidades com a evolução dos carros elétricos e autônomos.

Segundo ela, a diferença entre melhor ou pior mobilidade urbana está no compartilhamento. Nas grandes cidades, mais de 90% das viagens são feitas em carros particulares de ocupação única, o que pode continuar a ser, no advento dos carros autônomos e elétricos, um empecilho para trânsito mais rápido – mesmo que seja, em teoria, mais barato e mais sustentável. O destino da mobilidade urbana, no fim das contas, depende mais da sociedade do que da tecnologia.

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