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Covid-19: quais são os tratamentos mais eficazes até o momento?

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Por Diego Denck

via nexperts

A pandemia do novo coronavírus trouxe ao mundo uma nova doença. A covid-19 se mostrou extremamente transmissível, contaminando mais de 17 milhões de pessoas até o momento. O número de vítimas fatais se aproxima dos 700 mil, enquanto médicos e cientistas procuram uma forma de frear o avanço da doença.

Por ser uma enfermidade nova, não existe um tratamento específico para tratá-la. Médicos de diferentes países testaram diferentes medicamentos já conhecidos para minimizar os efeitos causados pelo novo coronavírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que a melhor maneira de tratar a doença é previni-la, através do distanciamento social e do uso de máscaras e álcool em gel.

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Algumas drogas conhecidas se mostraram eficazes em acalmar a resposta exagerada do sistema imunológico gerada pela infecção. A dexametasona foi o primeiro medicamento com resultados promissores analisados na prática. Um estudo com mais de 2 mil pessoas mostrou que as mortes daquelas em ventilação mecânica diminuíram em 33%. Já pacientes com oxigenação, mas sem ventilação, tiveram mortes reduzidas em 20%. “O estudo mostrou que é benéfico para quem está severamente afetado”, analisa Sheuli Porkess, da Associação da Indústria Farmacêutica Britânica.

Médicos usam remédios conhecidos para tratar os efeitos da covid-19Médicos usam remédios conhecidos para tratar os efeitos da covid-19Fonte:  Pixabay 

Outro medicamento que parece ter bons resultados é o remdesivir, um antiviral usado inclusive no tratamento contra o ebola. O tempo médio de recuperação de pacientes com covid-19 tratados com o remdesivir diminuiu em 4 dias, fazendo com que o governo dos Estados Unidos comprasse praticamente todo o estoque mundial do remédio. O país é o mais afetado pela pandemia, com 4,5 milhões de casos e mais de 150 mil óbitos.

Entretanto, outros estudos sobre o remdesivir se mostraram inconclusivos. Um estudo feito por entidades chinesas de compreensão da covi-19 não encontrou evidências de que o medicamento seja realmente eficaz. Já a Gilead, responsável pela fabricação do remédio, diz que o risco de morte parece diminuir em pacientes severamente atingidos pela infecção, mas que ensaios mais rigorosos são necessários para determinar a eficácia do tratamento.

O plasma sanguíneo de recuperados da covid-19 tem sido usado em alguns testes ao redor do mundo, já que possuem anticorpos para o novo coronavírus. Porém, ainda não há nenhum resultado publicado sobre os efeitos desse tratamento. Também está em teste o uso da proteína interferon beta, administrada via inalador, que reduziu em 79% a chance de o paciente desenvolver sintomais mais graves da doença. A pesquisa foi feita pela empresa britânica Synairgen, mas com um grupo pequeno de pessoas, necessitando de mais ensaios clínicos.

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