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Imenso buraco se abre na camada de ozônio sobre o Ártico

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Imagem de: Imenso buraco se abre na camada de ozônio sobre o Ártico
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Por Julia Marinho

via nexperts

Buracos na camada de ozônio são sinais de alerta para a maneira como tratamos o ar que respiramos. A última brecha se abriu sobre o Ártico, e seu tamanho foi o que assustou os cientistas: quase um milhão de quilômetros quadrados. Há quase uma década ele não era tão grande e demorava tanto para se fechar.

“A camada de ozônio sobre o Ártico está severamente esgotada a 18 quilômetros de altitude. A última vez em que isso foi observado foi durante a primavera de 2011”, disse em comunicado o Serviço de Monitoramento de Atmosfera Copernicus (CAMS) da Comissão Europeia.

O rombo sobre o Ártico registrado em março teve como maior responsável um vórtice polar estratosférico que circula o polo e que, este ano, foi excepcionalmente forte e de longa duração. “As temperaturas na estratosfera permaneceram baixas por tempo suficiente para permitir a formação de nuvens estratosféricas polares, resultando em grandes perdas de ozônio no Ártico”, diz o comunicado do CAMS.

Mistura corrosiva

O bromo e o cloro em suspensão no ar poluído, em contato com essas nuvens, desintegraram o ozônio sobre a região. À medida que os dias ficam mais longos, esses produtos químicos reagem com a luz solar para esgotar o ozônio estratosférico.

Para piorar, as temperaturas nos polos estão se tornando cada vez mais instáveis, e isso afeta não apenas a formação desses buracos como também o tempo que eles levam para se fechar.  “O ar frio fortalece os vórtices polares, permitindo que eles causem mais danos à camada de ozônio”, disse à Nexus Media News o cientista climático da Universidade de Maryland Ross Salawitch.

Não apenas a permanência prolongada do vórtice agravou o problema: as correntes de ar que normalmente liberariam moléculas de oxigênio na região afetada estavam paradas, sem poder avançar sobre o polo. O buraco, finalmente, se fechou no início de abril.


Meio século de recuperação

O ozônio é naturalmente gerado pela radiação solar; quando esta é reduzida (como acontece nos invernos polares), ele também diminui, principalmente por sua rápida oxidação com a proximidade de qualquer elemento. A natureza abre um buraco sobre cada polo todos os anos; o problema é quando ele se abre, aumenta de tamanho e demora a fechar – quando fecha.

O resultado do pânico (justificado) que os pesquisadores insuflaram nas autoridades e no publico quando descobriram em 1985 um gigantesco rombo sobre o Polo Sul resultou no Protocolo de Montreal. 

O acordo planetário determinava o banimento de substâncias, como os clorofluorcarbonetos (CFCs), que estavam não apenas causando o aumento do buraco na camada de ozônio como impedindo que ele se fechasse. 

Aquecimento global, o vilão da vez

Abaixo, você confere uma simulação na qual, à esquerda, vemos a evolução da camada de ozônio (em laranja, vermelho e amarelo) graças ao fim do uso de CFCs; à direita, como ela seria sem o Protocolo de Montreal.


O buraco sobre a Antártida fica a cada inverno menor, mas levará cerca de meio século até que ele se feche. Essa é a boa notícia. A má é que as mudanças climáticas também prejudicam a camada de ozônio. 

Como o dióxido de carbono prende o calor nas camadas mais baixas da atmosfera (o efeito estufa), a superfície do planeta está cada vez mais quente e a atmosfera superior, mais fria. Essa é justamente a causa de vórtices polares intensos e duradouros, e de mais nuvens de alta altitude, ativando as substâncias que desintegram o ozônio.

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