Onde é mais barato comprar eletrônicos? [tabela]

O mercado norte-americano é o mais barato, mas dentro do Brasil ainda há uma série de categorias que precisam ser analisadas.

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Lançamento de smartphones, tablets ou novos componentes de hardware. Não importa qual seja o produto, é fato que ele será mais barato no mercado norte-americano do que no brasileiro. Isso não é resultado de um fator específico, mas de um conjunto de influências no preço do produto que sai dos estoques internacionais — seja na China ou nos Estados Unidos — até chegar às lojas do Brasil.

Atualmente, possuímos quatro grandes mercados que podem ser comparados na aquisição de produtos importados. Há o norte-americano (lojas que trabalham em território dos Estados Unidos), o “mercado cinza” (lojas e importadores individuais que trabalham informalmente), lojas virtuais e lojas físicas — esses dois últimos representam o mercado mais alinhado com a legislação tributária.

Acima, você viu as diferenças de preços entre os mercados citados, mas quais são os principais fatores que levam a isso? Vamos descobrir juntos, analisando um pouco melhor cada um dos exemplos mencionados. Será que você faz alguma ideia de quais sejam as grandes influências no preço dos produtos?

Estados Unidos: o paraíso dos preços

Produtos eletrônicos são mais baratos nos Estados Unidos. Nós vimos isso em uma comparação realizada em 2011 — clique aqui para acessar o artigo — e chegamos à conclusão de que até produtos asiáticos são mais baratos lá do que nos locais de origem. Na época, o PlayStation 3 (fabricado pela empresa japonesa Sony) era 17% mais caro no Japão do que na América do Norte.

Isso acontece porque os Estados Unidos são o maior polo de consumo do mundo e a quantidade de produtos presentes nas prateleiras força as fabricantes a não cobrarem valores altos. Nos lucros, isso acaba sendo compensado pela quantidade de aparelhos que são vendidos.

Também é preciso lembrar que o mercado norte-americano é preferencial. Ou seja, é o primeiro a receber os produtos e a constante troca de novidades nas lojas também faz com que as fabricantes sejam obrigadas a não abusarem dos preços de seus produtos. Mas, se você está pensando em ir até os Estados Unidos para comprar seus novos aparelhos, é bom dar uma olhada em outro artigo, que mostra tudo o que você precisa saber sobre importação individual de eletrônicos.

O mercado “cinza” das importações não declaradas

Nem todos os importadores trazem os produtos ao Brasil da maneira correta, que envolve a declaração deles em alfândega e o pagamento de taxas de importação. Com isso, produtos que custaram um valor hipotético de US$ 100 chegam aqui por exatamente esse preço — não havendo taxas e impostos que seriam cobrados para um produto 100% legal.

Dessa forma, eles conseguem ser mais baratos do que outros aparelhos que chegam às lojas normais. Alguns dos exemplos mais comuns em que podem ser encontrados esses produtos são sites de negociação direta e grupos de vendas em redes sociais. É sempre importante pedir nota fiscal dos aparelhos para evitar a aquisição de um produto oriundo de contrabando.

Lojas virtuais x lojas físicas

Não é difícil perceber que muitos produtos eletrônicos podem ser encontrados por preços mais baixos em lojas virtuais do que nas lojas físicas. Você saberia dizer quais são os motivos para isso? A resposta não está em apenas em “comissão dos vendedores” ou “preço do aluguel” — até porque este também se aplica às lojas virtuais, que precisam de grandes estoques —, mas na soma deles com outros pontos.

Lojas virtuais têm alcance muito mais amplo. Uma pessoa de São Paulo pode comprar os mesmos produtos que uma pessoa de Curitiba e só terá diferença no valor dos fretes — uma vez que os estoques são os mesmos e, sendo maiores, podem permitir compras maiores e isso sempre barateia custos de aquisição. Também existe a questão da ausência de vendedores, o que resulta em menos gastos com comissão.

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Ao mesmo tempo, existem algumas vantagens bem claras nas lojas físicas. Consumidores que precisam de itens de uma forma mais imediata não têm problemas em encontrar seus produtos em lojas próximas às suas casas — ou que sejam pelo menos na mesma cidade. Em locais com concentração de lojas do mesmo segmento, ainda é possível utilizar a famosa “pechincha”.

E isso só pode ser realizado nas relações comerciais presenciais. Estabelecer uma relação direta com os vendedores é importante nesse sentido e pode gerar descontos, brindes e vários outros benefícios. Nas lojas virtuais, os descontos são geralmente limitados ao pagamento por boleto bancário. É válido dizer que elas, em sua maioria, trabalham apenas com produtos legalizados e que possuem tributos pagos, o que encarece os produtos.

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Você entendeu quais são os motivos para tanta disparidade nos preços de eletrônicos nessas quatro modalidades apresentadas? Já sabia de todos os detalhes que foram discutidos aqui? Lembre-se sempre de que pesquisar para encontrar bons preços é sempre bom, mas às vezes é válido pagar um pouco mais pela segurança de um produto legalizado e com garantia.


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