Testamos o Nokia Lumia 800 e 900

O primeiro aparelho da Nokia com Windows Phone estava na CES 2012 e já ganhou um irmão maior.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo

“A Microsoft finalmente está no caminho certo”, esta foi a frase que mais ouvi de todas as pessoas que paravam no estande da Nokia. Este, por sinal, não era muito grande nem apresentava uma vastidão de produtos. 

Anunciada ontem, a versão Lumia 900, que possui tela de 4,3 polegadas contra as 3,7 do modelo 800, estava trancafiada em um invólucro de vidro inacessível ao público. Mas não tem problema, porque a versão 800 é igualzinha por dentro, exceto pelo suporte a internet 4G.

A linha Lumia lembra muito os iPods mini de anos atrás, com um visual colorido. O aparelho é leve, embora 2 gramas mais pesado que um iPhone 4S, porém confortável para segurar e tirar fotos. Sua construção é feita de policarbonato, o que diminui o risco de você colecionar arranhões. 

A tela AMOLED está abaixo de um vidro super-resistente da Gorilla Glass, dando uma sensação leve de relevo. A câmera, de 8 MP faz gravações em 720p e sua qualidade impressiona. Todavia, o que mais me surpreendeu mesmo é a consistência do Windows Phone 7.5 Mango.

Podem Microsoft e Nokia se salvarem juntas?

Tudo bem que o sistema operacional já foi lançado há bons meses e ainda precisa comer muito arroz com feijão para chegar no nível de recursos e apps do iOS e Android, contudo há de se ressaltar a interface Metro.

Ela é intuitiva, animada, elegante. Enquanto a Apple praticamente fecha todas as portas do iOS em termos de personalização e só mantém o formato de biblioteca de apps, a Google com o Android libera de tudo e por isso ainda tem muita poluição visual.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Metro, portanto, é uma espécie de equilíbrio das outras interfaces gráficas. Ela não é tão personalizável quanto o tema-padrão do Android, mas nem tão rígida e estática quanto a do iOS. Sem contar a possível integração com o Windows 8 no futuro.

A tela capacitiva do Lumia 800 respondeu muito bem aos toques e deixou um gostinho de quero mais. Da minha parte, gostaria de ter tido mais tempo com o celular. Os aficionados por tecnologia podem até não ver no Windows Phone um grande potencial, mas com certeza quem adquirir um destes smartphones vai gostar. 

Sendo assim, minhas expectativas para 2012 estão altas, ainda mais que a Nokia é líder no Brasil, trazendo lançamentos rapidamente. E olha que eu já cheguei a cogitar o fim da empresa finlandesa, que ainda está ameaçada, se o Windows Phone não for para frente. Hoje já durmo aliviado, pois acho difícil acontecer.


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