Este artigo é original de 16/02/2017 e foi editado com um vídeo no dia 14/03/2017.

Podemos dizer que estamos vivendo o futuro? Bem, talvez sim. Não faz nem 10 anos que os celulares com telas sensíveis ao toque viraram uma febre e as vendas foram massificadas. Qual é o cenário hoje? Bem, podemos dizer que praticamente não existem mais "dumbphones", apenas smartphones — e também estamos falando somente de telas touch, sem considerar poder de processamento, realidade virtual/aumentada e tantas características interessantes que já estão aqui.

Você tem alguma previsão?

Apesar de tudo isso, o nosso futuro também existe e, se pensarmos bem, quais serão os próximos passos no que toca aos celulares? Você consegue pensar em algumas características de estarão presentes nos smartphones lançados nos próximos 10 anos? Bem, você pode dar a sua opinião lá nos comentários, mas antes confira nossa lista.

Caso a sua previsão não esteja aqui, vamos adicioná-la ao texto — e com o devido crédito. Vamos lá?

Adeus, bordas

"No bezel"

As peças de hardware estão diminuindo com o tempo. Com a tecnologia mais desenvolvida, processador e placas não vão precisar de tanto espaço para oferecer um desempenho top de linha. O benefício disso? Espaço para brincar com o design. Os designers de gadgets vão poder criar, por exemplo, smartphones sem bordas — algo que está próximo; dê uma olhada no Xiaomi Mi MIX.

Um dos seriados mais comentados da Netflix, "Black Mirror", que se passa em um futuro não tão distante, já mostra celulares sem bordas totalmente integrados na sociedade. Bacana, não?

Carregamento wireless

Carregando de longe!

Calma: sim, o carregamento wireless já existe. Porém, ele não é tão "wireless" assim. Você precisa deixar o seu smartphone em alguma base para a bateria do gadget ser recarregada.

Em alguns anos, a base será dispensada. Como um roteador, o carregador ficará anexado na tomada e você poderá circular pela casa com o smartphone em mãos enquanto a bateria dele é recarregada.

Algumas empresas já estão trabalhando na tecnologia e, em breve, ela chega ao mercado — aqui não é nem um chute, amigos, isso está próximo.

Comandos de voz

Cortana

Google, Siri e Cortana. Todos são bem legais, mas soluções bem robustas — digamos, completas — com uma inteligência artificial parruda ainda não existem nos smartphones. Porém, com o avanço da tecnologia, em breve poderemos conversar com os celulares de maneira comum, como se fosse um pequeno ser humano com todo o conhecimento da internet no cérebro.

Quer ter uma ideia de como será isso? Basta lembrar de robôs em filmes sci-fi. Não, deixe coisas como "Exterminador do Futuro" de lado por um instante.

Telas flexíveis

Temos telas com o vidro arredondado nos cantos e telas que recobrem quase totalmente as bordas laterais de smartphones. Sim, estamos quase lá: telas flexíveis. Já imaginou as possibilidades? A Samsung, por exemplo, tem diversas patentes de smartphones que viram tablets e tablets que viram notebooks por meio de "dobraduras" na tela.

Qual é a principal dificuldade aqui? Peças e chassi que também possam se dobrar para acompanhar os movimentos da tela.

Autonomia

Grafeno

Sim, todos nós estamos cansados de nossos smartphones: eles não duram mais de 1 dia sem a necessidade de plugar o carregador — obviamente, existem poucas opções que vão além disso, mas são raras, bem raras.

Atualmente, as células de energia de íon-lítio acompanham a maior parte dos gadgets modernos e, embora a capacidade de armazenamento dessas baterias não seja ruim, o maior problema é que elas começam a sofrer desgaste e perder autonomia aproximadamente a partir dos 500 ciclos de carga.

Tempo de recarga: entre 13 e 14 minutos

O futuro reside no grafeno. O material, que é uma forma cristalina do carbono, é um ótimo semicondutor e pode ser utilizado em baterias. Além disso, apenas para exemplificar, três milhões de camadas de grafeno têm menos de 1 milímetro de espessura, o que torna o elemento excelente na construção de equipamentos eletrônicos.

Uma das empresas que trabalham no desenvolvimento de baterias de grafeno criou uma célula que tem capacidade de apenas 4.800 mAh, mas o que mais impressiona é o seu tempo de recarga: entre 13 e 14 minutos. Sim, a bateria pode ser completamente reabastecida em menos de 15 minutos.

Realidade aumentada

Realidade aumentada via smartphone

Mais do que a realidade virtual, a realidade aumentada tem a capacidade de colocar você no centro da ação. Muitos celulares já trabalham via câmera que algumas soluções bem "iniciantes" de realidade aumentada, porém nada robusto.

Atualmente, um dos gadgets que mais trabalham com a tecnologia é o HoloLens. Com hardware poderoso, os smartphones do futuro também poderão entrar nessa barca.